| Faltando dois anos e oito meses para a Copa do Mundo no Brasil, a indústria da construção civil, responsável pelas obras do campeonato, aponta a escassez de mão-de-obra como o principal obstáculo para a realização do evento, conforme pesquisa divulgada nesta terça-feira em São Paulo pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com a pesquisa, que ouviu 411 empresas entre 1º e 15 de julho, 71% acreditam que a falta ou o alto custo da mão-de-obra são os principais gargalos para a execução dos jogos mundiais em 2014. Para as empresas de grande porte, a percepção é ainda pior: 76% disseram considerar o problema de mão-de-obra a principal dificuldade para a realização da Copa.
"Hoje há um problema de mão-de-obra qualificada e vai continuar existindo no país nos próximos anos. Isso é fato. As empresas colocam isso. Mas é preciso levar em conta que já houve um desaquecimento do setor em relação a 2010, e a oferta de mão-de-obra continua aumentando, mesmo que a demanda também tenha esse comportamento. Além disso, tem o aumento dos investimentos em capacitaçãio. As próprias empresas estão fazendo isso" - explicou o gerente-executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.
Outras dificuldades apontadas na sondagem da CNI foram a burocracia do processo de licitação (48% do total); prazo curto para o término da obra ou do serviço (45%) e a alta tributação (43%). Considerando apenas as grandes empresas ouvidas pela pesquisa, a segunda principal queixa é quanto ao tempo restrito para finalizar as obras e serviços (57%). Em seguida, aparece a burocracia, que, para as pequenas empresas, é a segunda maior preocupação.
A pesquisa mostra que, de forma geral, os empresários da construção civil veem de forma positiva a realização da Copa do Mundo no Brasil. Conforme os números, 85% das empresas afirmam que a Copa trará impactos positivos para a indústria da construção; 95% acreditam que haverá aumento das obras e serviços e 47% acreditam que a Copa trará benefícios à própria empresa.
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