O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, fez nesta
segunda-feira (29) mais um balanço dos avanços da economia brasileira
de 2003 a 2010, quando dirigiu o BC, destacando que nesse período houve
resgate da confiança dos agentes econômicos do comércio, indústria e
sociedade em geral. Para ele, os avanços conquistados pelo país foram
resultado do trabalho de fortalecimento do tripé macroeconômico -
câmbio flutuante, meta de inflação e superávit primário -, que
propiciaram uma maior previsibilidade no plano econômico.
O presidente do BC destacou também os benefícios do aumento das
reservas internacionais do país, que segundo ele foram importantes para
controlar a volatilidade do câmbio. Ainda de acordo com Meirelles,
quando assumiu a presidência do BC, muitos davam prioridade para o
crescimento e outros, para a estabilidade.
"As pessoas davam prioridade para crescimento ou para estabilidade
como se as duas coisas pudessem andar separadas, mas depois chegamos à
conclusão de que elas andam juntas", disse, após participar do 9º
Congresso Brasileiro da Construção - Construbusiness 2010, na manhã
desta segunda, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp).
Na avaliação da autoridade monetária, aumentar as reservas teve um
custo. Mas ele salientou que não se deve focar apenas nos custos, mas
no benefício final. Meirelles frisou também que de 2003 a 2010 o número
de pessoas que ingressaram no mercado financeiro saltou de 8,9 milhões
para 25,5 milhões e que a oferta de crédito saiu de 26% para 46,7% do
Produto Interno Bruto (PIB).
"E tudo isso por causa do aumento da
previsibilidade no mercado financeiro e principalmente na construção
civil, onde os investimentos são de longo prazo."
Em palestra no evento, Meirelles manteve a previsão do PIB para
este ano acima de 7% e lembrou que o número de empregos formais - com
carteira assinada - que foram gerados na gestão do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva atinge a soma de 15 milhões. Além disso, citou que
25,6 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza nesse mesmo período
e que até o fim deste ano 36 milhões de pessoas entrarão na classe
média.
Para Meirelles, diante de todos esses dados, pode-se concluir que
"a economia brasileira foi a que mais cresceu e se fortaleceu durante a
crise global".
Fonte: Agência Estado, publicada em 29/11/2010 11h56. |